quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cidades... Bela poesia!


Por quê e para que estudar Geografia


Você gosta de Geografia ou vai gostar? Por quê? Porque você vive com ela desde o dia que você nasceu. Ela o acompanha até hoje, talvez sem você perceber e sem dar este nome.
Veja, você vive em um lugar. Você se relaciona com as pessoas que o cercam. Você ocupa um lugar nesse espaço que você vive.
Geografia é o estudo da superfície terrestre e a distribuição espacial de fenômenos geográficos, frutos da relação recíproca entre homem e meio ambiente, mas também pode ser: Geografia é uma prática humana de conhecer o espaço onde se vive, para planejar onde se vive.
Iniciada com os gregos, os quais foram a primeira cultura conhecida a explorar ativamente a Geografia como ciência e filosofia, sendo os maiores contribuintes: Tales de Mileto, Heródoto, Eratóstenes, Hiparco, Aristóteles, Estrabão e Ptolomeu. Também destacamos a cartografia feita pelos romanos, à medida que exploravam novas terras, incluía novas técnicas.
Durante a Idade Média, Árabes aprofundaram e mantiveram os antigos conhecimentos gregos. As viagens de Marco Polo espalharam pela Europa o interesse pela Geografia. Durante a Renascença e ao longo dos séculos XVI e XVII, as grandes viagens de exploração reavivaram o desejo de bases teóricas mais sólidas e de informação mais detalhada. A Geographia Generalis de Bernardo Varenius e o mapa-múndi de Gerardo Mercator são exemplos importantes.
Durante o século XIX - especialmente a partir de 1870, a Geografia foi sendo discretamente reconhecida como disciplina e se tornou parte dos currículos universitários. Ao longo dos últimos dois séculos a quantidade de conhecimento e o número de instrumentos aumentou enormemente. Há fortes laços entre a Geografia, a Geologia e a Botânica.
No Ocidente, durante os séculos XIX e XX, a disciplina geográfica passou por quatro fases importantes: determinismo geográfico, geografia regional, revolução quantitativa e, por fim, geografia radical ou crítica, esta que no Brasil teve como grande defensor o Geógrafo Milton Santos.
A Geografia preocupa-se com as relações do homem com o espaço ocupado e com os demais seres com os quais se relaciona, não deve ser uma disciplina de “decoreba”, passou-se o tempo em que as aulas de Geografia eram apenas destinadas a conhecer dados sobre diferentes países, estados ou regiões.
Hoje a Geografia, além de estudar os fenômenos naturais (que também são essenciais para a manutenção da vida no Planeta) também estuda as questões econômicas e demográficas, procurando desenvolver a consciência crítica em relação às desigualdades, aos problemas sociais e aos avanços do homem no meio em que vive.
A Geografia preocupa-se também com o modo com que o homem relaciona-se com a natureza. O aumento gradativo da população mundial nos leva a refletir sobre o nosso papel no mundo, sendo responsáveis também pela transformação dos recursos naturais e pelo seu uso inadequado.
O homem do século XXI (21) revê seu relacionamento com o meio ambiente e estuda as consequências de sua interação desmedida com a natureza. As fronteiras políticas se alteram por acordos ou guerras. A globalização aproxima, ao mesmo tempo que coloca em conflito diferentes povos. Com tudo isso, a maneira de ensinar a ciência que estuda a Terra e suas transformações também se modifica.
A ciência geográfica, (Geo=Terra, Grafia=descrição), tem passado por amplas tentativas de renovação para conseguir formar estudantes capazes de compreender as relações entre sociedade e natureza.
Muitos educadores acharam que a análise da relação do homem com o seu meio aprofundaria o seu conhecimento sobre os territórios. A capacidade dos alunos de compreender o mundo e dar significado ao que se aprende na disciplina, aproximando o conhecimento escolar das próprias vidas, também seria facilitada. Afinal, o mundo, apesar da expressão atual “globalizado” é construído a partir das relações locais e das manifestações de cultura que garantem a noção de pertencimento a um determinado lugar.
A cada instante você aprende Geografia; Como? Através de observações pessoais e das conversas com as outras pessoas. Por meio de estudo, da televisão, do rádio, dos jornais, das revistas, entre outros. Próximo ou distante qualquer acontecimento hoje é visto por milhares de pessoas em todo o planeta. Guerras, revoluções, desastres ambientais, descobertas espaciais...

Todos esses fatos se aproximam de nós através dos estudos da Geografia, afinal, o que seria de nós se não soubéssemos o que acontece no mundo em que vivemos? Como tomaríamos decisões, como enfrentaríamos problemas como a seca, as inundações, os terremotos, como conseguiríamos compreender as dinâmicas do espaço sem conhecê-lo ou sem compreender o por quê de tantos acontecimentos.

EDUCAÇÃO: O VALOR MÁXIMO DO SER HUMANO - Dennys Robson Girardi


Se quisermos realmente descobrir e compreender o valor essencial da humanidade, precisamos primeiro descobrir e analisar a origem e a prática educacional que foi sendo cultivada e transmitida de geração em geração. É a partir da educação, da formação e da cultura, enfim, do modelo de vida de um povo, que se torna possível compreender a história, onde a educação e o homem sempre estiveram trilhando passos conjuntos. Neste sentido, percebemos que não apenas o valor, mas toda a concepção que temos de homem, só é possível porque possuímos em nossa essência o princípio da educação. A educação está envolvida em tudo que diz respeito ou refere-se a nossa vida, desde as condições de nossa inserção no mundo material, no mundo social e cultural, até a inserção no mundo de nossos sentimentos e emoções. Em tudo a educação é referência. O homem é um ser essencialmente histórico, político, social e cultural. Por isso, a educação não pode ser isolada dessa realidade. Ela faz parte de todo o círculo que envolve a natureza humana, assim não deve ser vista simplesmente como uma disciplina curricular. Pelo contrário, educação é justamente um processo contínuo de formação e inculturação. Muito diferente de ser uma fase ou etapa que termina com o ingresso do homem na fase adulta ou no trabalho, ela acompanha o destino do ser humano em todas as idades, até seu fim último. A educação deve acompanhar e formar o homem em sua totalidade, de modo que ele esteja à altura das funções que lhe incumbem nesta vida, e até mesmo prepará-lo para a morte. Através do princípio da educação, o homem impulsiona o conhecimento e a descoberta do outro. É o caminho do homem consigo mesmo e com a história que ele mesmo constrói. Portanto, a educação é o foco central da descoberta e investigação da história humana, enquanto busca pela essência e valor do ser humano.

A educação deve ser observada como manifestação histórica da cultura que herdamos ao longo de todo o processo e que foi passando de geração em geração. Ela é, acima de tudo, o meio pelo qual o povo recria perpetuamente as condições da própria existência, transmitindo firmemente suas crenças, valores e habilidades. Neste sentido, vale lembrar que a educação não se reduz à mera transmissão de saberes; mas ela faz parte da dinâmica de construção cooperativa do homem. Portanto, educação entendida nesta ótica seria reconduzir o ser humano para que ele se descubra como valor-fonte de toda experiência possível. Educar é mostrar que a semente do conhecimento está dentro de cada indivíduo, e só depende dele para produzir frutos. Neste processo de reconhecimento sobre o papel da educação, podemos afirmar que a mesma serviu desde o início da humanidade como farol, fazendo com que os valores se agregassem às novas conquistas, renovando-se continuamente. O sentido primordial da educação está reservado aos seres humanos, pois a educabilidade é uma dimensão que caracteriza o homem. É um compromisso humano. Poder-se-ia dizer que é o mais humano e mais humanizado de todos. O homem vai transformando-se em homem pela aprendizagem que vai adquirindo. A educação é central na história do homem e é a partir dela que o indivíduo vai se desenvolvendo e tornando-se numa pessoa socialmente reconhecida e aceita dentro de um determinado grupo.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A história do Universo

Encontrei essa história enquanto navegava pela internet, achei interessante compartilhar!!!











Construção de histórias a partir do tema "problemas ambientais" - 2013

As histórias foram criadas no ano de 2013. Seguem abaixo algumas das ilustrações realizadas pelos alunos...







Fontes de Energia

Alunos representaram algumas fontes de energia e a problemática ambiental através de maquetes... Vamos conferir?
- Energia Solar Fotovoltáica
- Energia Solar para aquecimento de residências
- Energia Eólica
- Energia Nuclear
- Energia da Biomassa
- Energia Elétrica





























quinta-feira, 20 de março de 2014

Texto e informações sobre o nosso bem mais precioso: a água!



A produção do espaço geográfico

A Geografia escreve que o espaço geográfico é uma produção humana, que o homem o produz e o transforma para atender as suas necessidades. De fato, o espaço é uma produção humana. Mas será ele produzido a partir do desejo de satisfazer as necessidades de todos os homens? A produção do espaço ocorre de forma espontânea ou há uma relação de apropriação e expropriação que condiciona as relações que o produz?
 Ao longo da história, o homem tem transformado a natureza para produzir um ambiente propício à satisfação de suas necessidades. Foi dessa transformação que surgiu o espaço geográfico, que pode ser definido como o produto das relações humanas que implicam em transformação da natureza em um espaço das atividades antrópicas.
 No inicio, essas necessidades significavam se proteger do frio, produzir o próprio alimento, caçar animais com maior eficiência, plantar, colher, etc. Era a passagem da conservação para a produção da existência humana. Posteriormente, a ocupação de territórios ocupados por outras sociedades, que guardavam riquezas, também se tornou uma necessidade, começava a disputa pelo domínio territorial.
 Posteriormente, a Primeira Revolução Industrial impôs uma nova dinâmica espacial na Europa e espalhou-se pelo resto do mundo, através do processo de periferização do capitalismo. Essa dinâmica capitalista impunha a construção do espaço da indústria, ditado pelo ritmo de produção e reprodução do capital.
 Essa revolução consolidou o capitalismo como modo de produção dominante, de forma que o século XIX foi marcado pela expansão desse forma de produzir e criar modos de vida. A sociedade industrial aprofundou exacerbadamente as desigualdades espaciais, desenvolvendo acima de tudo, um espaço da contradição.
 Quando uma sociedade muda sua forma de pensar e agir, essas mudanças refletem diretamente no espaço geográfico, pois como afirma Santos “o espaço é o espaço das relações”, sendo pois, as estruturas espaciais resultado das relações estabelecidas em sociedade.
O espaço geográfico mundial atual é uma realidade explicita dessas desigualdades, marcado por pouquíssimos centros hegemônicos de poder que dominam o mundo. O capital internacionalizado criou um cenário politico-econômico de favorecimento das elites, e a cada dia alargam-se as diferenças entre ricos e pobres. No mundo inteiro, a produção da riqueza cresce paralelamente à produção da miséria.
 Esta realidade é denunciada pela forma de organização do espaço, onde condomínios e edifícios luxuosos em lugares privilegiados, se tornam verdadeiras amenidades e contrastam com a segregação das favelas e das casas de papelão e bancos de praças que abrigam moradores de rua. No campo, empresas agrícolas, que oferecem um modo de vida urbano, contrasta com a realidade da expropriação fundiária e miséria de quem busca sobreviver no meio rural.
 A sociedade industrial criou não apenas um acelerado meio de produção de riquezas sem precedentes, também produziu um “novo homem” – o homem consumidor – produto da industria moderna, cuja identidade é representada pelas mercadorias que pode consumir. Quantas pessoas não já  pararam diante de uma mercadoria e, bestializadas, exclamaram: é a minha cara!
 Em relação à esta crise ambiental, há até aqueles que anunciam o fim do mundo, tipo – “o fim está próximo”- são os “Nostradamus da natureza”. Mesmo que não seja hora de jogar búzios ou ver o futuro do meio ambiente numa bola de cristal, há de fato uma crise ambiental que se revela pela exploração dos recursos para fins industriais.
 Por cerca de 4 bilhões de anos  o balanço ecológico esteve protegido. Porém, com o surgimento do homem, meros 100 mil anos, o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução.
No Brasil, o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Antes da ocupação do território brasileiro, os indígenas, que aqui habitavam sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais, por isso, utilizavam-nos de recurso sustentável. (Wallaver,2000).
Com a descoberta do Petróleo em 1857 nos EUA, o homem saltou para uma nova Era: O mundo industrializado, que trouxe como uma das principais consequências a poluição. Ou seja, além de destruirmos as reservas naturais, carregamos o meio ambiente com poluentes.


Texto criado a partir de adaptações do artigo “ética e meio ambiente”. 
Autor: Jodival Mauricio Costa
Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal do Pará.
Cursando – Especialização em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas – UFLA-MG – Universidade Federal de Lavra


segunda-feira, 10 de março de 2014

Poesia: As mães da guerra


Caía um breu de outono,
Sobre o manto da garoa...
E um piazito andava atoa,
Mais uma noite sem sono,
Ali num triste abandono,
Numa espera impertinente,
Dessas que faz o vivente,
Andar de porta em porta,
Quando a alma não suporta,
A ânsia que há na gente;

A Mãe também não dormia,
Vendo a angústia do filho,
Dois olhos quase sem brilho,
Que pelo breu, se perdia...
Sentindo àquela chuva fria,
Punhanlando um coração,
E buscando na escuridão,
A imagem de outros três...
Que se foram a mais de mês,
Pra essa tal de Revolução;

Como entender o que sentem,
Àqueles que fazem à guerra?
Manchando os sulcos da terra,
Com o sangue da mesma gente;
Como entender o que sentem,
Os que se acham maiorais?...
E só lutam por seus ideais,
Atrás do muro dos quartéis,
Estampando as tiras e anéis...
Em estrelatos de generais;

Tão logo, ouviu-se um tropel,
Rasgando a noite silente...
A Mãe de pronto pressente,
E o pressentimento é cruel,
Vem à boca um gosto de fel,
Num pensamento andarilho,
Quando o relincho do tordilho,
Ecoou como brado de adeus,
E dois olhos clamaram a Deus,
Que siga junto ao seu filho;

E assim, se foram os quatro,
Deixando a pobre solita...
E numa carta mal escrita,
Sob o amarelo dum retrato,
Trazendo um triste relato,
Do Piá que parte pro mundo,
Levando o sonho profundo,
De ver esta Pátria liberta,
Pois se a vida lhe incerta,
Os sonhos ainda são fecundos;

E ali ficou ela sozinha...
Remoendo os pensamentos,
Debruçada no ressentimento,
De cada notícia que vinha,
Quem um dia, foi a Raínha,
E já teve um lar para trono,
Hoje, sofre no abandono...
Sem ter direito a sonhar,
É um corpo triste a penar,
Vagando noites, sem sono;

Um dia, chegou a sua vez...
Cansou de viver na espera,
Deixou o rancho, tapera,
Que morria a cada mês,
Soltou um lote de “rês”,
Algum guaxo e orelhano,
Montou um petiço ruano,
E mandou-se campo afora,
Bebendo a angústia da aurora,
Pra banda dos Castelhanos;

E assim, passou os tempos,
Vendo o cruel das batalhas,
Que deixam restos e mortalhas,
Largadas na dor dos ventos,
Vão apodrecendo ao relento,
Cortados a lanças e adagas,
Numa crueldade, macabra...
De Irmão matando Irmão,
Sem justiça e sem razão,
Uma ganância que se propaga;

Como pode entender a guerra,
Quem nasceu pra dar amor?
E carregou no ventre, a dor...
De parir os filhos da terra,
Como pode entender a guerra,
Quem não tem olhos de cobiça?
E ainda acredita na justiça,
Se não dos Homens, de Deus,
E chora a ausência dos seus,
Na fé que a vida é premissa;

Mas um dia, foi cansando...
De andar vagando sozinha,
E em cada notícia que vinha,
Pegava seus olhos chorando,
Mas sem saber, até quando?
Tempo que a guerra determina,
Com campos, casas em ruínas,
Vertendo sangue nas coxilhas,
Onde as bandeiras caudilhas...
Tribulam na carnificina;

De que vale esta matança...
De que vale o Caudilhismo,
De que vale o ativismo,
Se só a dor fica de herança,
E a injustiça ainda se avança,
Como as pragas daninhas,
Que nunca chegam sozinhas,
Na vida dum pobre vivente,
Que vê o mundo de repente...
Levando tudo o que tinha;

Então ela, se cansou da vida,
Então ela, se cansou da morte,
Andando há anos, sem norte,
Pediu a Deus uma despedida,
Mas não podia morrer perdida,
Como morre os andarilhos...
Sem ver o fim dos Caudilhos,
Que se aproveitam da guerra,
Sem ver de novo, a sua terra,
Sem ver de novo seus filhos;

E ela voltou, após anos...
Andando por esses confins,
Viu a guerra chegar ao fim,
Mas a Paz era um desengano,
Nunca mudou os seus planos,
Com a esperança de escolta,
Mas ainda havia uma revolta...
Que enchiam olhos, de dor,
Até ver lá, no corredor...
Os quatro, vindo de volta!

Só ela, sabe o que passou,
Só ela sabe o que sentiu,
Se a vida lhe é um desafio...
Mas o sonho não acabou,
Se a guerra lhe castigou,
É ciclo, que hoje encerra,
Lembranças que ela enterra,
Pra que não ande a Deus dará,
Pois a história jamais falará,
Da dor das Mães, da guerra!

Interpretação: Priscila Campeol
Amadrinhamento: Cristiano Rodrigues "Cabelera"

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PALAVRA CRUZADA - PAÍSES DA EUROPA


 Essa atividade foi criada hoje, 25/02/2014 por mim. Espero que ajude nas aulas de Geografia! 
Usarei essa atividade amanhã na escola, já que atenderei duas turmas ao mesmo tempo, esse será um desafio aos alunos da 8ª série.
Como ainda não testei a atividade não verifiquei se há algum erro de elaboração, assim que aplicar já saberei se ficou tudo ok.
Abraço!