quinta-feira, 20 de março de 2014

A produção do espaço geográfico

A Geografia escreve que o espaço geográfico é uma produção humana, que o homem o produz e o transforma para atender as suas necessidades. De fato, o espaço é uma produção humana. Mas será ele produzido a partir do desejo de satisfazer as necessidades de todos os homens? A produção do espaço ocorre de forma espontânea ou há uma relação de apropriação e expropriação que condiciona as relações que o produz?
 Ao longo da história, o homem tem transformado a natureza para produzir um ambiente propício à satisfação de suas necessidades. Foi dessa transformação que surgiu o espaço geográfico, que pode ser definido como o produto das relações humanas que implicam em transformação da natureza em um espaço das atividades antrópicas.
 No inicio, essas necessidades significavam se proteger do frio, produzir o próprio alimento, caçar animais com maior eficiência, plantar, colher, etc. Era a passagem da conservação para a produção da existência humana. Posteriormente, a ocupação de territórios ocupados por outras sociedades, que guardavam riquezas, também se tornou uma necessidade, começava a disputa pelo domínio territorial.
 Posteriormente, a Primeira Revolução Industrial impôs uma nova dinâmica espacial na Europa e espalhou-se pelo resto do mundo, através do processo de periferização do capitalismo. Essa dinâmica capitalista impunha a construção do espaço da indústria, ditado pelo ritmo de produção e reprodução do capital.
 Essa revolução consolidou o capitalismo como modo de produção dominante, de forma que o século XIX foi marcado pela expansão desse forma de produzir e criar modos de vida. A sociedade industrial aprofundou exacerbadamente as desigualdades espaciais, desenvolvendo acima de tudo, um espaço da contradição.
 Quando uma sociedade muda sua forma de pensar e agir, essas mudanças refletem diretamente no espaço geográfico, pois como afirma Santos “o espaço é o espaço das relações”, sendo pois, as estruturas espaciais resultado das relações estabelecidas em sociedade.
O espaço geográfico mundial atual é uma realidade explicita dessas desigualdades, marcado por pouquíssimos centros hegemônicos de poder que dominam o mundo. O capital internacionalizado criou um cenário politico-econômico de favorecimento das elites, e a cada dia alargam-se as diferenças entre ricos e pobres. No mundo inteiro, a produção da riqueza cresce paralelamente à produção da miséria.
 Esta realidade é denunciada pela forma de organização do espaço, onde condomínios e edifícios luxuosos em lugares privilegiados, se tornam verdadeiras amenidades e contrastam com a segregação das favelas e das casas de papelão e bancos de praças que abrigam moradores de rua. No campo, empresas agrícolas, que oferecem um modo de vida urbano, contrasta com a realidade da expropriação fundiária e miséria de quem busca sobreviver no meio rural.
 A sociedade industrial criou não apenas um acelerado meio de produção de riquezas sem precedentes, também produziu um “novo homem” – o homem consumidor – produto da industria moderna, cuja identidade é representada pelas mercadorias que pode consumir. Quantas pessoas não já  pararam diante de uma mercadoria e, bestializadas, exclamaram: é a minha cara!
 Em relação à esta crise ambiental, há até aqueles que anunciam o fim do mundo, tipo – “o fim está próximo”- são os “Nostradamus da natureza”. Mesmo que não seja hora de jogar búzios ou ver o futuro do meio ambiente numa bola de cristal, há de fato uma crise ambiental que se revela pela exploração dos recursos para fins industriais.
 Por cerca de 4 bilhões de anos  o balanço ecológico esteve protegido. Porém, com o surgimento do homem, meros 100 mil anos, o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução.
No Brasil, o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Antes da ocupação do território brasileiro, os indígenas, que aqui habitavam sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais, por isso, utilizavam-nos de recurso sustentável. (Wallaver,2000).
Com a descoberta do Petróleo em 1857 nos EUA, o homem saltou para uma nova Era: O mundo industrializado, que trouxe como uma das principais consequências a poluição. Ou seja, além de destruirmos as reservas naturais, carregamos o meio ambiente com poluentes.


Texto criado a partir de adaptações do artigo “ética e meio ambiente”. 
Autor: Jodival Mauricio Costa
Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal do Pará.
Cursando – Especialização em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas – UFLA-MG – Universidade Federal de Lavra


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